Após morte de Vera Verão, Buiú revela que ficou pobre: “Fui vender carnê do Baú”

Um dos humoristas mais antigos da Praça É Nossa, do SBT, Buiú revela que enfrentou um grande perrengue após a morte de Jorge Lafond, ator que vivia a Vera Verão no programa.

Demitido do humorístico, ele conta que passou necessidades, mas não chegou a passar fome. “Depois que Lafond faleceu houve um corte na emissora e eu fui o único mandado embora da ‘Praça’. Foi o momento mais difícil pra mim”, disse.

E acrescentou: “Fui criado no SBT e de repente você é demitido. Aí veio a dificuldade. Tive que me virar. Vendi pastel na feira, fui servente de pedreiro e tive que vender carnê do Baú [da Felicidade]”, relembrou o ator. “Não faltou comida em casa porque tenho família e amigos”.

Edvan Rodrigues de Souza, natural de Caetité, na Bahia participa do programa do SBT há 25 anos e está desde 2010 de forma ininterrupta, quando Carlos Alberto o trouxe de volta.

Ela só conseguiu voltar à televisão quatro anos depois graças à ajuda de João Kleber, que viu a história do comediante retratada no programa de Márcia Goldshmidt, à época na Band.

Mesmo sendo natural da Bahia, o ator revelou que foi abandonado pelos pais biológicos ainda muito pequeno e cresceu em São Paulo, com a nova família. Em 1987, um dos diretores do programa do SBT viu o menino esperto e espontâneo e convenceu o pai adotivo a levá-lo para um teste. Ele passou e se tornou a primeira criança a entrar para o humorístico do SBT, aos 6 anos de idade.

Sobre o humorístico do canal de Silvio Santos, ele declarou: “Criei uma família, é a minha segunda casa, a minha vida. O Carlos Alberto é um mestre”. Vale dizer que Buiú teve o seu contrato renovado recentemente após 25 anos, entre idas e vindas, no programa.

Em 2012 ele se afastou da Praça e tentou a carreira de político. Quis ser prefeito de Diadema, interior de São Paulo, mas perdeu. “Não quero mais me aventurar na política, não é a minha praia”, disse o ator ao Uol.

Ele relembrou o intérprete de Vera Verão com carinho: “Uma das melhores fases da minha vida”. “Quando ele faleceu foi um choque muito grande. Ali eu perdi o rumo. Foram 8 anos de aprendizado, de convivência”, lamenta.

Negros, ambos ouviam palavras grosseiras de algumas pessoas nas ruas: “No caso do Lafond [o preconceito] era pior, porque além de negro, era homossexual. Ele era explosivo. Na rua com ele, ouvi gritos de: ‘Ah, seu preto viado, vai pegar um enxada'”.

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